O Papel das TIC na Reconfiguração do Marketing Estratégico das Empresas Portuguesas.

Uma estratégia de Marketing relacional que promova a lealdade dos clientes através da criação, desenvolvimento e manutenção de relações duráveis com os clientes deve ser capaz de identificar os clientes, diferenciar os clientes, interagir com os clientes e customizar o marketing-mix. A utilização das tecnologias da informação tem contribuído para o desenvolvimento destes aspectos.

De acordo com um estudo realizado, através de uma amostra de 191 empresas privadas portuguesas dos mercados B2B e B2C, as mesmas reconhecem e isolam a actividades das TIC na ligação aos clientes, como factor de competitivade.

A internet, é um meio que tem contribuído nestes últimos anos para uma mudança no mundo dos negócios,  passando a existir novos negócios e com eles novos fornecedores, clientes e intermediários. São estas alterações no funcionamento dos mercados, num contexto mais global, que explica as alterações nas têndencias de consumo e de comportamento dos consumidores. Estas alterações têm contribuído para um aumento da competitividade entre as empresas, competindo a um nível mais global, sendo vital ver os clientes e os fornecedores como parceiros de negócios. As empresas, para superar a concorrência, apostam em estratégias de marketing relacional baseada na aplicação das novas tecnologias, o que tem provocado grandes alterações no modelo tradicional de negócio, em que,além dos 4P’s do marketing tradicional têm que acrescentar o C, que é a relação com o cliente.

A implementação de estratégias relacionais baseadas na utilização das TIC pressupõe investimentos na informatização das empresas. O nível de informatização varia em função de características demográficas e dimensionais das empresas, sendo superior nas médias e grandes empresas quando comparável com as pequenas e micro empresas e superior nas que competem no mercado B2B do que no mercado B2C.

A maioria das empresas portuguesas utilizadas as TIC como complemento ás tecnologias de comunicação tradicional, sendo bastante reduzida a exploração de características como o Marketspace, a Interactividade e a Conectividade. As empresas têm apostado na melhoria da qualidade dos seus sites, que têm permitido, de forma moderada e customização do produto. As empresas com sites mais sofisticados conseguem um maior grau de transformação do produto,  da distribuição e das relações com os clientes, bem como rede de relações e são as empresas do mercado B2B as que apresentam um maior grau de reconfiguração do marketing estratégico, sendo as que são mais informatizadas.

As empresas hoje em dia reconhecem a importância das TIC nas suas relações com os clientes, mas no que respeita à exploração do potencial interactivo e conectivo, ainda é muito reduzido.

Webmarketing e Cibercliente: o Marketing em tempos de 4Ps+2Ds+4Cs

 

O conceito de marketing, que segundo Kotler (2000) é um processo social pela qual as pessoas e grupos de pessoas obtêm aquilo de que necessitam e desejam por meio de criação, oferta e troca de produtos e serviços.

As empresas inicialmente apostaram no Marketing de Massas, em que basicamente vendiam os seus produtos para mercados especifícios, sem nichos de mercado. As empresas preocupavam-se em satisfazer necessidades dos mercado-alvo e para dar essa resposta utilizavam 4 variáveis, os chamados 4P’s: Preço, Produto, Promoção e Praça/Mercado.

Após a massificação dos mercados, os consumidores começaram a reivindicar as suas individualidades e os mercados foram ficando cada vez mais segmentados. Com isto dava-se inicio ao marketing de nichos, ao marketing one-to-one. Com o desenvolver do marketing one-to-one, foram evoluíndos os recursos tecnológicos sendo a internet um dos principais instrumentos, que tem permitido aos gestores realizarem actividades comerciais num mercado global e ao mesmo tempo conhecer melhor os clientes.

Com este pensamento global, foram surgindo diferentes conceitos relacionados com o marketing no comércio electrónico.

O Marketing Interactivo é um deles, e tem por base a relação B2C, ou seja, empresa e cliente, que a tecnologia usada permite que a informação flua bilateralmente entre o cliente e a empresa, criando um ciclo de feedback que integra o cliente à empresa.

Neste caso, é importante definir bem o cliente, para constituir uma base de dados sobre o mesmo, pois , no mercado electrónico as regras são diferentes.

O cibercliente, é  o actor principal da relação B2C, tendo um grau de exigência maior, aquando da compra de determinado produto, pois sabe, que à distância de um clique, pode encontrar o mesmo produto ou serviço, mas mediante outras condições. Tendo em conta isto, torna-se vital para as empresas conhecerem bem o cliente, através de formulários online e, após esta etapa, sempre que aceda ao site, ver mensagens personalizadas, que o deixam satisfeito e tornem-no único.

Sendo o cibercliente o centro das atenções das empresas que actuam no mercado electrónico, aos 4P’s anteriormente referidos, segundo Karsaklian (2001), são adicionadas 2 novas variáveis, o Diálogo e a Database (Base de Dados), que são a base de toda a interacção entre o cliente e a empresa.  Como o cliente é exigente, de acordo com Vilha e Di Agostinin (2002), as ferramentas de marketing devem procurar 4 benefícios para os clientes, os chamados 4C’s: Necessidades e Desejo do Cliente, Custo para o Consumidor, Conveniência e Comunicação. O webmarketing, opera num mix composto por 10 variáveis, as 4 do modelo tradicional, mais as do Diálogo e as das Perspectivas do Consumidor.

Neste nova perspectiva de marketing, destacam-se ferramentas como o Marketing One To One, Marketing Viral, Marketing de Relacionamento (sites), Marketing de Permissão (Newsletters) e Marketing de Afiliação (Comissão).

Algumas vantagens associadas ao webmarketing são a Essência Interactiva, a Métrica, a Flexibildiade, os Custos, o  Conhecimento sobre o Cliente, a Simplificação dos Processos, a Perfomance, a Segmentação, o Poder de Convergência e Um Novo Estímulo no Mercado.

 

Usar sem abusar!!

Usar sem abusar!!

Ao contrário do que poderíamos ser levados a pensar, as redes sociais não têm de ser uma distração: em vez disso, aumentam até a produtividade dos funcionários no emprego. A conclusão é de um novo estudo britânico, que revela que as muitas formas de comunicar tornam as pessoas mais eficientes e mais flexíveis quanto ao local e modo de trabalho.

A investigação, desenvolvida na Warwick Business School, no Reino Unido, e que contou com a participação do português João Baptista, professor de sistemas de informação naquela instituição desde 2006, provou que a diversidade de dispositivos digitais e redes sociais ajuda as pessoas a trabalhar em vez de as prejudicar.

“Descobrimos que a conetividade digital, que é ‘omnipresente’, altera o sentido de presença dos trabalhadores, ajudando-os a completar com sucesso e de forma mais eficaz as tarefas coletivas”, afirma, em comunicado, Joe Nandhakumar, o coordenador do estudo que será publicado em Setembro na revista científica Information Systems Journal.

O estudo indicou também que esta conetividade traz aos trabalhadores uma maior ‘latitude’ e um controlo mais amplo em relação aos prazos e à localização do trabalho.

Graças à flexibilidade oferecida pelas redes sociais, o emprego deixa de se cingir ao horário “das nove às cinco” e passa a envolver tarefas feitas “fora de horas” quando os profissionais comunicam com outros colegas de todo o mundo através da Internet.

Segundo Nandhakumar, “a quantidade de informação que está agora na ponta dos dedos dos trabalhadores modernos não deve significar que eles estão sobrecarregados, mas sim que se tornaram mais poderosos”.

De acordo com o especialista, também professor da Warwick Business School, este estudo, a par de investigações anteriores, vem contribuir para o aumento das evidências que sugerem que, em vez de adotar, acriticamente, as crenças populares do mundo digital como algo disruptivo, as organizações devem “analisar mais profundamente”.

“As empresas devem explorar a forma como os seus funcionários poderão estar mais bem equipados e ganhar mais poder para gerir o seu tempo e a sua produtividade neste novo ambiente”, conclui.

Notícia disponível:

http://boasnoticias.sapo.pt/noticias_Usar-redes-sociais-no-trabalho-aumenta-produtividade_15176.html

O efeito YOUTUBE!

YouTube é um site de partilha de vídeos enviados pelos usuários através da internet. O termo provém do Inglês “you” que significa “tu” e “tube” que significa “tubo”, “canal”, normalmente utilizado pela gíria para designar “televisão”.

A ideia é identica à da televisão, em que existem vários canais disponíveis. A diferença reside na criação dos próprios canais criados pelos próprios usuários, possibilitando a partilha de vídeos sobre os mais variados temas.

No YouTube, os vídeos estão disponíveis para qualquer pessoa que pretenda visualizar vídeos publicados por usuários. Também é possível adicionar comentários sobre o vídeo.

O YouTube hospeda uma imensa quantidade de filmes, documentários, videoclipes musicais e vídeos “caseiros”, além de transmissões ao vivo de eventos. A popularidade conquistada por alguns vídeos “caseiros” torna pessoas que antes eram desconhecidas passando a conhecidas, em muitos casos consideradas “celebridades instantâneas”.

O site foi fundado em 2005 por Chad Hurley, Steve Chen e Jawed Karim. A ideia de criar o site surgiu devido a uma dificuldade que existia na época para partilhar vídeos na internet. Juntos eles criaram um site simples que em pouco tempo conseguiu um enorme sucesso.

Em 2006 foi comprado pela empresa Google, por 1.65 bilhão de dólares.

Estatísticas

Visualizações

  • Mais de mil milhões de utilizadores individuais visitam o YouTube todos os meses
  • Mais de 4 mil milhões de horas de vídeo são visualizadas mensalmente no YouTube
  • 72 horas de vídeo são carregadas para o YouTube a cada minuto
  • 70% do tráfego do YouTube vem de fora dos EUA
  • O YouTube está disponível em 53 países e 61 idiomas
  • Em 2011, o YouTube registou mais de 1 bilião de visualizações ou quase 140 visualizações por cada pessoa na Terra
  • Milhões de subscrições ocorrem diariamente. As subscrições permitem ligar-se a alguém que lhe interesse, seja um amigo ou a NBA, e manter-se atualizado sobre a respetiva atividade no Website

Programa de Parceiros do YouTube

  • Criado em 2007, temos, neste momento, mais de um milhão de criadores de mais de 30 países de todo mundo a ganhar dinheiro com os respetivos vídeos do YouTube

Rentabilização

  • Milhares de anunciantes estão a utilizar o TrueView em sequência e 65% dos nossos anúncios em sequência podem agora ser ignorados
  • Temos mais de um milhão de anunciantes a utilizarem as plataformas de anúncios Google, na sua maioria, pequenas empresas

Telemóveis e Dispositivos

  • 25% das visualizações totais do YouTube provêm de dispositivos móveis
  • São registados mil milhões de visualizações por dia no YouTube para dispositivos móveis
  • O YouTube está disponível em centenas de milhões de dispositivos
  • O tráfego de dispositivos móveis triplicou em 2011Image

http://www.youtube.com/t/about_getting_started

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